Quarta-feira

COPACABANA by Sykeology101






Mais fotos de Copacabana aqui, no Flick dele.

Domingo

MORAVA EM COPACABANA

Embora não acorde ao som das buzinas e freiadas bruscas da esquina da Santa Clara com a Barata Ribeiro, não tenha mais os kibes e as esfihas do Balbec, a banca da esquina que guardava minhas revistas até meu pagamento, os sucos do paraíba, o acervo da Moderne Sound, o cheio de maresia, cocô de cachorro, maconha da Anita Garibaldi e do perfume forte das putas do antigo prédio onde morava, as histórias não acabaram por aí. Ainda há muito para se contar, lembrar e até esquecer.

Uma ótima semana para você e para todo mundo que for da sua família.

PORRA RODRIGÃO

Antes de mais nada peço mil desculpas a este cara sorridente, feliz da vida e cheio de cerveja na foto. Primeiro porque ele vai odiar ver sua fuça por aqui, um homem reservado, comprometido com sua reputação merece coisa melhor do que ficar dando sopa por aí em um blog qualquer. Por outro lado, como é meu amigo, vai entender que esta é uma justa homenagem a sua pessoa. Seu talento nato só não é maior que sua preguiça e desculpas esfarrapadas para não continuar escrevendo o excelente Crônicas Noturnas, um blog de contos mentira e invenções verdade de um mente pueril comprometida com a boa vida e o melhor que dela podemos tirar. Este é apenas um pequeno fragmento de suas inúmeras histórias. Se quiser ler mais é só clicar no link, e nem vem que não divulgo o orkut nem msn do Rodrigão, isso deixaria ele realmente puto.





Enquanto isso, no Bar do Valdemar...


- Porra, na boa, cadê o Paçoca?
- Será que o filho da mãe se deu bem no caminho do banheiro?
- Só se ele tá pegando um tabuleiro de torresmo, né?! Desde quando dá mulher aqui no Val?
- Ah! Tem aquelas duas ali. Acho que tinham mais na mesa...
- Será? Mas ele não ia deixar a gente esperando.
- Meu irmão, às vezes a mulher aparece de um jeito que o cara acaba perdendo a cabeça...
- Isso é a cara do Paçoca!
- Shhhhh! Aí, será que ele foi abdusido?
- Você quer dizer seqüestro relâmpago?!
- Não, pô! Abdusido, mesmo. Vi na tv que...
- Quer um guaraná? Toma um guaraná, Cesinha. Você já passou do ponto!
- É sério, rapaz! Na Escócia, um agricultor chamado John Mcalguma coisa
- McFish?
- Isso, John McFish. Você viu também? Pois é, esse cara...
- McFish é sanduíche, porra. Vocês estão malucos?
- Ai, cacete! Deixa eu falar. Esse cara estava em casa e foi até o bar. Depois nunca mais foi visto.
- E?
- Os amigos dele, que também estavam no bar, disseram que viram umas luzes piscando e depois o cara sumiu. Foi abdusido.
- Cesinha, Escócia. Whisky. Cara, nego liga carro no bafo, lá. O tal do John mandou esse caô para se mandar de casa. A mulher deve ser uma jararaca.
- Sei não. Teve também o caso daquele garoto, o Stewart James.
- Esse não foi aquele que se recusou a mandar um recado para toda a lista do icq e perdeu todos os arquivos do HD?
- Porra, cadê a porra do Paçoca?
- Marcos, queria aproveitar a ocasião para dizer que tenho reparado que você tem falado muito palavrão. Especialmente "porra"...
- Foda-se!
- Peraí, porra! Vamos parar com essa porra de discussão!
- Você também? Bando de desbocados, vão todos tomar nos seus cuzes.
- O plural de cu é cuzes?
- Claro que não, mané! Plural de cu é bundas. Todo mundo sabe dessa porra.
- Caralho! Vocês estão bêbados.
- Garçom, traz aí pra gente 5 chopps e o Paçoca!
- Haha. Essa foi boa. Cadê aquele filho da mãe?
- Será que ele está numa ilha deserta agora?
- Hummmm, já pensou? Uma ilha deserta cheia de mulher gostosa??
- Então não é deserta, pô.
- E daí? E daí?
- Espera! Que porra de paçoca é essa aqui na mesa?
- Paçoca? É você? Fala comigo!
- Será que é ele? Paçoca??? Fala alguma coisa!
- Gente, com calma pra ele não esfarelar...
- Foram os extraterrestres que fizeram isso contigo, Paçoca?
- Garçom, você viu quem foi que trouxe o Paçoca de volta?
- Fui eu que trouxe essa paçoca.
- Você que estava com ele, seu alienígena?
- Larga o garçom, Cesinha! O cara só trouxe ele de volta.
- Quem fez isso com nosso amigo, fala!
- Que amigo o que, rapaz?! Vocês que pediram 5 chopps e uma paçoca. Olha aqui na comanda...
- Puta-que-pariu! Vamos parar de beber que tá foda!
- Merda, cadê o Paçoca?
- É! Cadê ele, porra?

ESQUINA

Quase não reconhece mais a esquina onde morava. O comércio mudou um bocado. A casa de sucos do lado da Modern Sound enfrenta agora a concorrência do Cafeína e outra lanchonete famosa na outra esquina. Parece que até os próprios empregados que trabalhavam ali não são mais os mesmos, como se de repente o dono resolveu largar o negócio e vender ao primeiro que lhe aparecesse para tocar o ponto. Contrariando as mudanças, foi comer o joelho com caldo de cana no mesmo lugar, afinal, cliente antigo não se rende por nome famoso ou letreino bonito qualquer. Igual ao árabe que tem na Galeria Menescal, esse não tem igual. Costumava pular da cama cedo sábado de manhã só para pegar a primeira leva de kibes e esfirras do Balbek. E essas são apenas as lembranças gastronômicas, que não chegam nem a metade da lista (Carangueijo, Bar Bico, Cervantes...). Basta passear neste cenário aqui para quase uma vida vir à mente:

foto: http://www.flickr.com/photos/jandiro

É RUGBY

Para muita gente pode parecer Futebol Americano, mas as regras são
bem distintas, e claro, bem mais interessante. Ao contrário do que possa
parecer o Rugby chegou no Brasil junto com o futebol, e acreditava-se
na época que o primeiro iria crescer mais que o segundo. É bem verdade
que ninguém aqui gostaria de saber mais de Futebol, até porque o Brasileirão
não começou lá muito bem para os cariocas e ninguém mais quer saber
do desastre canarinho na Copa. Muito já se falou sobre isso e não vamos
mais atormentar o caro leitor.

Um belo dia alguns amigos resolveram formar um time de Rugby.
A pretensão era formar um time oficial, com quinze jogadores,
mais reservas e toda a infra estrutura que um pequeno clube
amador poderia prover. O tal time já fez um ano, jogou os principais
torneios na cidade e jogou o estadual. Ainda não conseguiram
grandes pontuações, mas mostraram muita garra e competitividade.
Continuam firmes e fortes, resistindo as crises, contusões e alguns
jogadores literalmente quebrados. Nada tira o ânimo dessa turma - espero!
E o que isto tem a haver com Copacabana? No começo,
o Guanabara Rugby, este é o nome do time, treinava todo
sábado de manhã na Quinta da Boa Vista, na grama, como
deve ser o jogo profissional. Acontece que muita gente deixava
de ir porque era muito cedo, muitos tinham aula, ou trabalhavam
e havia uma previsão de se jogar brevemente em um torneio
que seria na praia.
- A gente precisa fazer um treino na areia, galera!
- Mas quando é o torneio?
- Em dezembro...
- Onde vamos treinar?
- Botafogo não rola.
- Ipanema longe.
- Copacabana?
- Só se for à noite, umas sete da noite.
- Impossível para mim.
- É para mim também.
- Oito?
- Segunda e quarta, fechado?
- Peraí, então temos uns quatro treinos até lá.
- Sim, e?
- E o treino de sábado?
- Continua, pombas!
- Fudeu...
- Patroa?
- Uma vez por semana ela até entende, mas três.
- Vamos tentar fazer o máximo gente, afinal de contas não somos um time virtual!
- É, fogo de palha é o c%#$@!!!
- Isso!
Alguns meses depois os treinos na Quinta da Boa Vista
ficaram para trás. Acabaram ficando na praia de Copacabana
mesmo nas terças e quintas, se não chovesse. Depois daquele
torneio a turma percebeu o que era o esporte de verdade. Muita
gente entrou no time, muitos saíram, alguns aparecem de vez
em quando mas ainda estão ali.
Se notar entre a Figueiredo Magalhãese e Siqueira Campos um
grupo correndo na areia com uma bola oval pode ter certeza
de uma coisa, é o Guanabara Rugby. A turma chega por volta
das oito e fica até as dez. É perto do metrô e o caminho de
volta oferece algumas oportunidades que qualquer boêmio
e atleta deste esporte adora: cerveja, comida e farra.

Muitos são jovens, alguns já passam dos trinta, o capitão já é pai,
muitos estudam, uns dois ainda batalham por emprego
e o resto está na luta, como todo carioca nesta cidade
que luta para continuar maravilhosa.


Poucos ficaram sabendo, mas em Abril ocorreu uma etapa do circuito
carioca de Rugby, na altura da Siqueira Campos. Etapa patrocinada
pelo time em questão. Os principais times do Rio compareceram e foi
uma das etapas mais bem organizadas de toda competição.

É claro que a comemoração foi pelas redondezas também, no Café Benfica.
Isso tudo para mostrar que Copacabana não é só o berço da boêmia carioca,
mas do esporte amador, pouco conhecido, por enquanto.



Mais informações sobre o Guanabara Rugby em http://grfc.blogspot.com e atualizações diárias do time em http://www.fotolog.com/guanabara_rugby.

BRASIL SIL SIL SIL


Uma cidade tão rica como o Rio de Janeiro não pode se resumir em contar apenas histórias do mesmo bairro, por isto abrimos uma exceção nestes tempos de Copa do Mundo para este singular flagrante de torcidas, registrado no bairro do Flamengo, no meio da Senador Vergueiro. O garoto não está lá muito satisfeito com as cores, mas reparem nesta barba espetacular verde e amarela do pintor.

E O CARNAVAL





Infelizmente ainda falta muito para o carnaval. Bloco do Cutucano Atrás, 2004.

ELE DE NOVO

Esse gato gordo e muito do folgado tem ocupado muito espaço por aqui. Não há como tornar isso diferente.

Engraçado, o gato nem é meu, mas dizem que os animais de estimação se parecem com seus donos...

PASTEL


...pausa para o pastel da feira de quarta no bairro Peixoto,
um quitute necessário, de carne, frango ou mixto. Você decide!

FALA CHIFRUDO


CRISTO


- Engraçado, dá para ver o Cristo Redentor pela cidade inteira!
- Isso não é nada, tu precisa ver a visão lá de cima
- Um dia desses vamos lá.
- Boa.
Como bom turista, Cadu não ia deixar passar esta rara oportunidade. E pensar que tem muitos cariocas que nunca foram lá em cima.

BUNKER94


faz tempo que não vou na bunker, o barzinho ao lado que o diga. cerveja mais em conta e pessoas mais nítidas. foi tempo que o lugar era interessante. ficou igual qualquer boate por aí...

UFA!

se você está no jardim botânico e quer ir para copacabana restam poucas opções, uma pior que a outra. ou toma um circular e dá um pequeno passeio pela gávea, leblon, ipanema e finalmente chega em copacabana. pode também esperar pelo 463 - se ele parar no ponto - que segue humaitá, pinheiro machado e sai na siqueira campos, muito rápido, mas demora muito a passar, quase leva o tempo do circular, com alguma sorte consegue se ver ele saindo da maria angélica e correr um pouco para pegar. 521 é outro, mas dá uma volta estúpida até o final de botafogo e volta pela são clemente até pegar a real grandeza e descer a siqueira vindo pelo túnel velho.
ainda tem os táxis, sempre prestativos a te levar no caminho reto mais curto entre dois bairros e mais longo segundo as linhas dos ônibus. é claro que pode se ir andando, correndo ou de bicicleta, um ótimo exercício, ainda mais se pensarmos neste clima senegalês que tem feito na cidade - apesar de pensar que de repente nem no senegal estaria tão quente assim.
pode ser pura implicância deste autor, mas a verdade é que copacabana fica longe demais do jardim botânico, mesmo sendo um de seus bairros mais próximos e isto não deve ser uma exclusividade só de lá, outros pontos da cidade podem sofrer da mesma péssima distribuição de linhas de ônibus.
bom mesmo é quem mora perto do metrô, mesmo longe ou cheio, há sempre um de dez em dez minutos, o conforto é no mínimo maior e a tranquilidade de não ouvir buzinas, acidentes, assaltos e toda "sorte" que ocorre nas ruas.

este humilde autor admite: odeia o jardim botânico, mas infelizmente é lá que ele trabalha, e todos os dias é esta triste novela, de sol a sol.

NOIVA DE COPACABANA



...só mesmo em Copacabana para em um sábado, umas duas da tarde,
encontrar esta cena, um noiva panfletando na frente do Centro Comercial.

GATOS

Tenho um certo problema com gatos. na maior parte das vezes um está correndo e o outro está com um objeto na mão ou parte do corpo se aproximando do felino. explico, não é trauma de infância, apenas não gosto de um animal que se lambe quando quer tomar banho e que vez por outra cospe um bola nojenta de pêlos pelo chão. minha mulher tem um gato, até simpático, mas não deixa de ser um gato, metido, esnobe e muito convencido como outro qualquer. sim, os gatos tem personalidade. eles não vêm até você simplesmente porque você fala "gatinho, gatinho, pu pu pu pu" e outras expressões do gênero. são geniosos, só vão quando lhe interessam. normalmente incomodam mais do que fazem companhia. ao contrário dos cães - que vai ser assunto mais tarde aqui - eles não sei deixam comprar por carinho, comida ou festa. são por natureza nobres, inclusive eram adorados na Antiguidade. tem um certo mistério acerca dos poderes do gato, que mesmo este humilde escritor desconhece.

e porque estou falando de um animal que nem mesmo gosto? porque este pequeno felino na foto acima estava na saída de casa, um dia desses de manhã, sobre o capô do carro, provavelmente porque o mesmo ainda estava quente do motor e o bichano estava se aquecendo na fria manhã do bairro peixoto. tomara que este carro não seja seu, porque meu caro, vai precisar de uma pintura nova aí...

FOSFOBOX

Acabei encontrando um lugarzinho novo para beber e dançar. Não que eu seja muito de dançar, e tão pouco pagar caro pela minha bebida, mas acaba sendo umas da melhores alternativas noturnas que encontrei nas últimas semanas. Claro que ajuda muito a presença dos amigos, sempre; e são poucos os lugares onde a gente se sente realmente à vontade. Vez por outra é uma briga ali, alguém te servindo mal, algo caro demais para o que é ou outro incoveniente que acaba tirando o tesão de voltar novamente ali. Tanto já gostei que acabamos virando pessoas fáceis ali. E não importa muito se vai gay, lésbica ou simpatizante, gente feia ou bonita, cabelo verde ou em pé. Para quem mora em Copacabana, e acho até que em qualquer lugar deste planeta, de perto ninguém é mesmo normal. Engraçado é que o mundo é tão pequeno que a impressão da gente é de estar no mesmo lugar, apenas as pessoas trocaram de roupa e não é terça feira. Por que terça feira? Terça não tem nada demais.

A Fosfobox não tem nada de mais. Eu não tenho nada demais. Só que é muito bom precisar ser tão pouco exigente com as coisas que nos dão prazer.

CLIQUES MUITO PESSOAIS


- passeio pela Barata Ribeiro em direção ao Carangueijo com meus pais
- ponto de vista da janela da sala, vemos Barata Ribeiro, esquina com Santa Clara


- eu em uma galeria na Figueiredo Magalhães, ontem
- grafite que desafia minha compreensão, perto do metrô da Siqueira Campos