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Chega a dar inveja dele. Acorda a hora em que bem entende, anda pela casa inteira e fica onde quiser, tem comida, água à vontade, não precisa explicar nada para ninguém, relaxa, ganha carinhos gratuitos e mais um monte de mimos que só um bichano pode ter.
A inveja só não é maior por causa de duas coisas:
- Não sabe abrir geladeira
- Não consegue usar o controle remoto
Lembrei de outra, ele caga dentro de uma caixinha de areia e fica com a bunda suja. Não é uma gracinha? Foi a herança que trouxemos do bairro.
Meu primeiro apartamento em Copacabana era um lixo, um quitente (é assim que se escreve?) ínfima. Não que o atual seja lá uma maravilha, mas a vista é um cú, dá para a Barata Ribeiro e com algum esforço você consegue ver o Cristo Redentor..

Não falei? Não é lá grande coisa, mas é isto que eu costumo ver quando vou na janela. Nem uma vizinha gostosa, coisa quase incrível em Copacabana, berço das janelas mais salientes da cidade. Não era para começar assim o blog, mas cá estamos e vamos ver se o tempo melhora para irmos à praia... em Ipanema, é claro.
Engraçado escrever sobre um lugar onde não vivemos mais. Chega a dar saudade, mas depois de tanto tempo vivendo ali, não demora muito e acabamos visitando diariamente nosso antigo habitat.
Este blog é mais que um relato pessoal, são histórias alheias, impressões gratuitas e fatos de um bairro singular no cotidiano carioca.